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Strategy with A.I. – Edição Especial: O Impacto da IA Generativa na Sociedade e no Jornalismo em 2025

Bem-vindo à edição desta semana da Strategy with A.I., a newsletter que traduz o mundo da IA em decisões práticas para negócios, liderança e inovação. Menos hype, mais estratégia: aqui focamos no que muda, por quê e quem ganha ou perde.


Nesta edição, mergulhamos em um relatório recente do Reuters Institute for the Study of Journalism, baseado em uma pesquisa realizada em seis países (Argentina, Dinamarca, França, Japão, Reino Unido e EUA). É uma continuação de um estudo de 2024, explorando como as pessoas usam IA generativa no dia a dia, suas visões sobre o impacto na sociedade e, especificamente, no jornalismo. Vamos analisar os achados chave, com implicações práticas para líderes empresariais – especialmente em mídia, busca e setores regulados. Incluiremos frameworks para avaliar o uso de IA na sua organização e prompts para otimizar decisões estratégicas.

Resumo Executivo e Principais Descobertas

A pesquisa revela um crescimento explosivo no uso de IA generativa, com adoção semanal quase dobrando de 18% para 34% em um ano. A IA está se tornando ubíqua para busca de informações, mas o ceticismo persiste em áreas sensíveis como notícias e política. Para negócios: isso significa oportunidades em eficiência operacional, mas riscos em confiança e regulação. Quem ganha? Empresas como OpenAI (ChatGPT) que dominam marcas confiáveis. Quem perde? Setores tradicionais sem adaptação, como mídia sem transparência em IA.

Principais achados divididos por temas:

Consciência e Uso da IA Generativa

O uso público da IA generativa explodiu no último ano. A proporção de pessoas que já usaram sistemas standalone como ChatGPT saltou de 40% para 61%, e o uso semanal quase dobrou de 18% para 34%. O ChatGPT é o mais popular, com 22% de uso semanal, embora a adoção varie por idade.

A busca de informações se tornou o principal caso de uso, mais que dobrando para 24% semanal, superando a criação de mídia (21%). Usos especializados, como consumo de notícias, permanecem limitados em 6%. A confiança se concentra em marcas grandes, com ChatGPT liderando, mas a maioria dos usuários é ocasional, não regular.

Em detalhes:

  • Consciência cresceu ano a ano: A parcela de pessoas que ouviu falar de pelo menos uma das 13 ferramentas de IA subiu de 78% (2024) para 90% (2025); apenas 10% não ouviu falar de nenhuma. ChatGPT continua o mais conhecido, com variações por país.

  • Uso expande rapidamente, especialmente semanal: Em média, 61% já usaram alguma IA (de 40% em 2024); uso semanal dobrou para 34%.

  • ChatGPT domina o uso ativo: 22% usaram na última semana, à frente de outros. Desde maio de 2024, a base de usuários de sistemas principais dobrou. No entanto, a maioria não é regular: para os quatro sistemas mais populares, muitos usam mensalmente ou só uma vez, e grandes parcelas nunca usaram ou não conhecem.

  • Uso inclina para jovens: Entre 18-24 anos, 59% usaram IA na última semana, vs. 20% acima de 55 anos – gap impulsionado pelo ChatGPT. Diferenças etárias são menores para Gemini (Google), e mínimas para Copilot, Meta AI e Grok, pois estão embutidos em produtos amplamente usados.

  • Busca de informações lidera: Uso semanal para obter informação dobrou (11% para 24%), superando criação de mídia (aumento de 7pp para 21%). Interação social é nascente (7% geral; 13% em 18-24 vs. 4% em 55+).

  • Tarefas específicas se ampliam: Respostas factuais subiram de 6% para 11%; geração de imagens de 5% para 9%; vídeo (3%) e áudio (2%) estáveis; codificação também estável, sugerindo adotantes iniciais já engajados em 2024.

  • Notícias via IA dobraram, mas minoritárias: Uso semanal subiu de 3% para 6%, impulsionado por Japão e Argentina; mais forte na Argentina e EUA, entre 18-24 (8%) vs. 55+ (5%), e graduados. Entre usuários de IA para notícias, 'notícias recentes' (54%) e ajuda em resumir/avaliar/reescrever são comuns. Jovens usam mais para navegar notícias: 48% de 18-24 usam IA para simplificar histórias vs. 27% de 55+ (gap de 21pp).

  • Confiança concentrada em poucas marcas: 29% confiam no ChatGPT, à frente de Gemini (18%), Copilot (12%) e Meta AI (12%); outras abaixo de 10%, por baixa consciência. Na maioria dos países, ChatGPT é mais confiável que desconfiável, exceto no Reino Unido.

Implicações Estratégicas: Para empresas, priorize integração de IA em produtos existentes (como Meta e Google) para reduzir barreiras etárias. Quem ganha: Marcas com alta confiança, como OpenAI. Quem perde: Ferramentas nichadas sem awareness. Framework: Avalie seu "IA Adoption Score" – some % de awareness + % uso semanal + % confiança. Meta: >50% para liderança de mercado.

Visões Públicas sobre Respostas de Busca Geradas por IA

Respostas de busca geradas por IA são comuns nos seis países. Engajamento é misto: só um terço clica consistentemente em links fontes, enquanto 28% raramente o faz; jovens engajam mais. Confiança é moderada (50% entre quem vê), valorizando velocidade e agregação – mas condicional em áreas críticas como saúde e política, onde verificam com fontes tradicionais.

Em detalhes:

  • Pessoas veem respostas IA regularmente: 54% viram uma na última semana. Mais alto na Argentina (70%), Reino Unido (64%) e EUA (61%); mais baixo na França (29%), onde o AI Overview do Google não rolou no fieldwork.

  • Comportamento de clique misto: Entre quem viu, 33% sempre/muitas vezes clica links, 37% às vezes, 28% raramente/nunca. Jovens mais propensos a clicar (auto-relato pode diferir do real).

  • Confiança em 50% entre quem encontra: Pouca diferença por gênero; jovens mais confiantes. Razões: velocidade, conveniência e agregação de info.

  • Confiança condicional em domínios de alto risco: Muitos verificam, especialmente saúde/política, usando IA como primeiro passo antes de fontes não-IA.

Implicações Estratégicas: Para motores de busca e conteúdo, otimize para cliques em IA – foque em transparência para construir confiança. Quem ganha: Google com features embutidas. Quem perde: Sites sem otimização SEO para IA. Playbook: 1) Audite conteúdo para agregação IA; 2) Adicione verificação humana; 3) Monitore cliques pós-IA.

Opinião Pública sobre Uso de IA Generativa em Diferentes Setores

Público percebe IA como prevalente: 41% acham usada 'sempre/muitas vezes' em média, subindo para 67% em buscas e 51% em mídia. Sentimento misto, mas levemente otimista sobre melhorias em interações, variando por domínio. Otimistas superam pessimistas em saúde, ciência e buscas; inverso em notícias, governo e políticos.

Expectativas pessoais vs. societais divergem: otimistas superam para benefícios individuais em 4/6 países, mas pessimistas dominam societais em 3 (incluindo EUA). Mulheres mostram expectativas menores.

Em detalhes:

  • Percepção de IA ubíqua: 41% acham usada sempre/muitas vezes em setores; 15% raramente/nunca. Mais alta em mídia social (68%) e buscas (67%), notícias (51%).

  • Otimismo médio: 29% otimistas vs. 22% pessimistas em interações. Mais otimistas em saúde/ciência/buscas; pessimistas em notícias/governo/políticos.

  • Setores destacados: Busca e social: alta uso e expectativa positiva. Governo/políticos: expectativas baixas.

  • Vida pessoal vs. sociedade: Otimistas superam em vida própria em 4 países; em sociedade, pessimistas em 3 (EUA incluso).

  • Diferenças socioeconômicas: Mulheres menos otimistas para vida/sociedade.

Implicações Estratégicas: Em setores otimistas (saúde), acelere IA para eficiência. Em pessimistas (governo), priorize governança. Quem ganha: Setores com IA ética. Quem perde: Políticos sem transparência. Checklist: 1) Mapeie percepção de IA no seu setor; 2) Compare otimismo pessoal/societal; 3) Ajuste para demografias (ex.: mais foco em mulheres).

Opinião Pública sobre Uso de IA no Jornalismo e Notícias

Há um 'gap de conforto' entre produção de notícias por IA vs. humana: só 12% confortáveis com IA total vs. 62% humana. Aceitação cresce com supervisão humana. Conforto alinha com padrões de uso: alto em back-end (edição gramatical, tradução), baixo em front-end (apresentadores artificiais).

Expectativas mistas: benefícios em custo/velocidade, preocupações em transparência/confiabilidade. Só 33% acham jornalistas checam IA rotineiramente. 60% não veem features IA em notícias; só 19% veem labels diários, apesar de 77% consumirem notícias diariamente.

Em detalhes:

  • Gap de conforto: 12% confortáveis com IA total; 21% com humano no loop; 43% humano liderando com IA; 62% humana (aumento 4pp de 2024). Gap em todos demográficos/países.

  • Conforto maior em back-end: Edição gramatical (55%), tradução (53%); menor em reescrever para audiências (30%), imagens realistas (26%), apresentadores artificiais (19%).

  • Mais acham newsrooms usam IA: Aumento ≥3pp em tarefas.

  • Percepções alinham com preferências: Uso percebido alto em tarefas confortáveis (ex.: gramática: 55% confortável, 51% usado regularmente); baixo em desconfortáveis (apresentadores: 19% confortável, 20% usado).

  • Expectativas mistas: Notícias mais baratas (+39pp), atualizadas (+22); menos transparentes (−8), confiáveis (−19). Visões endureceram desde 2024. Japão/Argentina mais positivos; Reino Unido negativo.

  • Baixa confiança em oversight: 33% acham checagens rotineiras (mais em Japão/Argentina; menos no Reino Unido). Correlaciona com confiança em notícias.

  • Diferenças por outlet: 43% esperam grandes diferenças em responsabilidade.

  • Features IA raras: 60% não veem regularmente; comuns: resumos (19%), chatbots (16%).

  • Labels infrequentes: 19% diários, 28% semanais – baixo vs. 77% uso diário de notícias.

  • Suspeita de IA sem label minoritária: 15% suspeitam sempre/muitas vezes (Argentina 30%; EUA 17%; ~10% em Japão/Europa).

Notamos que respondentes no Japão e Argentina são mais positivos sobre IA em notícias e geral, vs. Dinamarca, França, Reino Unido e EUA.

Implicações Estratégicas: Para mídia, foque em IA back-end com labels claros para construir confiança. Quem ganha: Outlets com oversight humano. Quem perde: Sem transparência, perdem audiência. Framework: "IA News Maturity Model" – Nível 1: Back-end só; Nível 2: Front-end com labels; Nível 3: Checagens auditadas. Prompt exemplo para líderes: "Analise o impacto da IA no meu setor de [setor]: liste 3 mudanças, 2 riscos e 1 playbook para mitigar."

Conclusão: Decisões Práticas para 2026

Esse relatório destaca a aceleração da IA, mas com gaps em confiança e ética. Para sua estratégia: invista em marcas confiáveis, priorize oversight humano e meça percepções demográficas. Experimento: Teste IA para buscas internas – meça tempo ganho vs. erros. Assine para mais: frameworks semanais e casos reais.

O que achou? Responda com feedback. Até a próxima!

– Equipe Strategy with A.I. (Baseado no Relatório Generative AI and News 2025 do Reuters Institute. Data: Janeiro 2026, Campinas, BR)

 
 
 

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