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Banco Master morre sem surpresas!


1. O que acabou de ocorrer


Na terça-feira, dia 18 de novembro de 2025, o Banco Central do Brasil (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, pondo fim imediato às operações da instituição. VEJA+5Migalhas+5InfoMoney+5


Resumo dos números:

  • O banco tinha aproximadamente R$ 86,4 bilhões em ativos registrados em março. Terra+1

  • Cerca de R$ 62,2 bilhões em depósitos elegíveis à cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) estavam em risco. Terra+1

  • O controlador, Daniel Bueno Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal ao tentar deixar o país. CNN Brasil+2Forbes Brasil+2

  • O banco operava com emissão de CDBs a taxas muito acima do mercado e modelo de captação agressivo, o que alertava reguladores. CNN Brasil+2IstoÉ Dinheiro+2

Ou seja: não é apenas “mais um banco que quebrou”. É a maior intervenção deste tipo no sistema financeiro brasileiro até agora. InfoMoney+1


2. Comparações históricas: o déjà vu sistemático

Para compreender o tamanho — e o significado — desse rompimento, vale olhar para outras intervenções bancárias que marcaram o Brasil.

a) Banco Nacional (1995)

Um dos casos mais emblemáticos: rombo bilionário em valores atualizados, intervenção coordenada pelo BC para evitar contágio. InfoMoney

b) Banco Econômico (1995)

Simultaneamente sofreu intervenção, destacou-se pela insuficiência de caixa, risco sistêmico elevado. Terra+1

c) Banco Bamerindus (1997)

Outra gigante da época, cujo colapso exigiu intervenção do Estado/regulador e concentrou ativos saudáveis em comprador externo (HSBC). Wikipédia+1

Comparativo: a intervenção no Banco Master ultrapassa em escala (ativos, depósitos, risco) qualquer uma dessas anteriores. O Brasil vive uma espécie de “momento Bamerindus ampliado”.





3. O que está implícito – e quase não se diz

Aqui entra o tom visionário e crítico: o evento não é apenas mais um colapso bancário isolado. Ele revela falhas estruturais do sistema financeiro brasileiro – e do capitalismo que ele sustenta.

  • Quando um banco capta a taxas “acima da média” e em volume elevado, está dizendo que o mercado tradicional não absorveu esse risco. No Master, modelo de negócio agressivo, pouco transparente.

  • A intervenção do regulador é um sinal de que o risco sistêmico deixou de ser local para virar latente nacional. Quando o FGC será acionado para dezenas de bilhões, o impacto vai muito além dos depositantes do banco.

  • Esse tipo de falha – banco grande, captação agressiva, tentativas de venda que falham, controle concentrado – não é novidade. Mas o tamanho desta crise sugere que o mecanismo de contenção está sendo empurrado ao limite.

  • E como disse o economista Antônio Delfim Netto, de modo provocativo: “toda vez que o capitalismo entra em crise, o comunismo vai lá e salva o capitalismo”. Embora controversa, a frase sintetiza algo importante: quando o sistema dá sinais de colapso, quem acaba pagando a conta é o coletivo — via Estado, via regulador — e o capitalismo reinventa-se com a ajuda desse “salvador silencioso”.(Não encontrei fonte direta para essa frase exata, mas parece alinhada ao estilo de Delfim de provocar e sintetizar.)

  • Ou seja: a intervenção estatal/regulatória vira o socorrista invisível do sistema que "abaixa a água" antes que o navio afunde de vez.


4. Lições estratégicas para 2026 (e além)

Para quem trabalha com cenários, startups, estratégia — como você, Carlos — eis quatro sinais que emergem desse episódio:

  1. Governança e transparência importam mais do que jamaisUm banco com crescimento explosivo, promessas de rendimento acima da média, modelos pouco convencionais: pode dar susto. Em ambientes de alta incerteza (como Brasil 2025-2026), modelos “fora da curva” exigem filtros rígidos.

  2. O risco sistêmico está presente em níveis considerados segurosIntervenções de grande escala não são mais “acontecem só com bancos grandes demais para falir” isoladamente. O impacto de liquidação do Banco Master mostra que o tamanho “intermediário/grande” já pode ser suficientemente perigoso.

  3. Regulador como ator estratégicoO BC e o FGC não são coadjuvantes: são parte ativa do cenário. Em criação de cenários econômicos para 2026, inclua hipóteses específicas de “intervenção regulatória” ou “reestruturação forçada” — não só recessão ou inflação.

  4. O “salvador invisível” pode ainda aparecer — mas não de graçaQuando o sistema exige intervenção, essa intervenção implica redistribuição de risco, potencial aumento de custo regulatório, reforço da importância de reservas, capitalização. O capitalismo “se salva” — mas quem paga? Em última instância, o coletivo (pessoas físicas, instituições). Estratégia: prepare-se para custos ocos.


5. Alarmes soam de tempos em tempos

O caso Banco Master não é apenas “um banco que pediu arrego”. É um sinal de alarme maior. O capitalismo brasileiro e global convive com mecanismos de risco acumulado — em setores que ou se adaptam ou serão “resgatados por intervenção”. E, como Delfim provocava com ironia: o sistema está pronto para que o “comunismo” (ou dito de outro modo: a intervenção estatal/regulatória ampla) apareça sempre que o capitalismo falha em se autorregular.


Para você, que pensa cenários, startups de tecnologia e futuro econômico: inclua esse vetor de “falha institucional + intervenção macro” como hipótese estratégica. Nosso cenário 2026 não pode ignorar que os choques não virão só de inflação ou de recessão — mas também de convulsões no próprio sistema financeiro e nos mecanismos de regulação.


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