• Carlos Honorato

Temer e Meirelles: carisma de picolé de jiló versus buchada de bode


Michel Temer e Henrique Meirelles talvez representem o que há de mais insosso na política brasileira, não pelo poder que têm, mais pelo carisma de picolé de jiló, aliado a incapacidade absoluta de comunicar o que precisa ser feito para o entendimento das grandes massas. O carisma de ambos se aproxima da predileção que temos por uma caneta vazia, um cabo de vassoura quebrado, cestos de lixo, ou rolo de papel higiênico (itens, porém, que se bem observados tem sua simpatia).

Meirelles e Temer (e vice-versa) tem então a hercúlea missão de ocupar o lugar e representar um projeto de Brasil que precisa ser feito e ser construído. Pelo lado de Temer, sendo a pessoa errada tentar fazer coisas certas, e Meirelles com sua inegável competência e experiência profissional, tentam definir, no crepúsculo de suas vidas, um papel de relevância histórica para o Brasil, apesar de ambos, com algumas restrições do empresariado brasileiro, mais especificamente do pessoal da Faria Lima, parecem ter clareza do que precisa ser feito e unir a técnica econômica com mais exótico e refinado espírito político (não público) no bom e no mau sentido. Temer e Meirelles (e vice-versa) sabem encaminhar o que fazer em um país tão caótico dividido. Porém, a eleição não se restringe aos arredores da Faria Lima, e o discurso um tanto quanto enfadonho de quem fala de economia com uma “laranja na boca”, talvez não tenha tempo de ganhar as ruas, especialmente pelo tom enigmático que a dupla exala.

Mais do que convencer a elite paulistana, Henrique Meirelles e Michel Temer precisarão provar o que Xico Sá e Adelson Barbosa disseram 1994 na campanha política à presidência: candidato que quer ser presidente da república precisa passar pela prova da buchada de bode, mesmo com cara feia, dor de estômago nos dias subsequentes e precisa no mínimo dizer que adora. Fernando Henrique, provou e disse em 1994: “"É uma delícia. Vocês estão assim porque nunca moraram em Paris, onde esse é um prato sofisticado", disse FHC, diante da incredulidade dos repórteres e da absoluta ausência de informações sobre Le Buchè de le chèvre.

Que estejam abertos os botecos com seus pingados, coxinhas de origem duvidosa, pastéis de fim de feira para que os candidatos a presidente provem do melhor do Brasil. Para ser presidente é preciso enfrentar isso e francamente quero ver o Henrique Meirelles e o Michel Temer saborear tais iguarias. Vale lembrar que o Lula, nessas horas se esbalda......

#Opinião #Política #EconomiaBrasileira

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